
Toda e qualquer manifestação artística nada mais é do que ‘expressão pura’ de seu tempo. E, assim, podemos afirmar que se não fosse pela ‘belle époque´, não teríamos nem ouvido falar sobre o impressionismo.
Após a grande derrota de Napoleão em 1814, a Europa passa por um período mais pacífico do ponto de vista político. A França alcança estabilidade com seu monarca constitucional, Louis-Philippe – o que acaba por proporcionar um clima mais propício para as diversas produções artísticas.
Diplomatas
e ministros trabalhavam em prol da expansão da Europa pelo
mundo, através não somente da conquista de territórios
como também da conquista dos povos, pois todos estavam
fascinados pelo avanço cultural e tecnológico europeu.
Fator inicialmente favorecedor da comunicação foi a criação do telefone, de telégrafo, da primeira fábrica Ford e do primeiro dirigível de Santos-Dummont. Depois, a ´belle époque´ foi iluminada pela lâmpada elétrica, pelos filósofos nietzschianos e pela sexualidade abordada por Freud. Conheceu a arte da imagem através do cinema, a arte do som através da radio, a arte de fotografar através da fotografia colorida, a arte da pintura e da música através dos impressionistas. O espírito europeu estava elevado e com ele todos os sentidos que instigavam a produção cultural.
Foi vital a estabilidade política e o desenvolvimento europeu para esse florescimento cultural da ´belle époque´. Tanto que foi surgir a I Guerra Mundial, em 1914, para a ´belle époque´ se congelar no tempo. Tornando-se passado.
Retomando o tema do impressionismo, existiu uma semelhança incrível entre a pintura e a música daquela época. Podemos comparar as telas de Renoir com as composições, ditas posteriormente, impressionistas de Debussy (1862-1918), pois originalmente o termo impressionismo foi aplicado somente na pintura. Na música não falamos de manchas de cores, mas sim de manchas sonoras, de alusões poéticas. Tanto a música como a pintura geram impressões.Tudo gira emtorno da questão de ´ir além´, ir além da tela, ir além do som.
A música impressionista é caracterizada por uma sucessão livre e independentede acordes. Da mesma forma que os pintores privilegiam os tons puros (cores primárias), os compositores impressionistas privilegiam os timbres em estado puro (sem sustenidos e bemóis).
Dizia Debussy, o pai da música moderna, “não se deve tomar o título geral no sentido habitual que assume em música , e sim no que abrange as várias impressões e os especiais efeitos de luz que a palavra implica”.
Na obra de Debussy, a música libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Deu excepcional importância aos acordes isolados, aos timbres, às pausas e ao contraste entre registros. Desenvolveu novas escalas, arranjos de orquestra em "blocos" e "jorros" de som, em vez de melodia ou contraponto precisos, além de novos modos de tocar o piano. Não precisou de orquestras enormes como Berlioz ou Richard Strauss.
(1899), Estampes (1903) e L´Isle joyeuse (1904). Embora tenha sido um homem da belle époque e da boa vida, foi um grande inovador, um revolucionário. Fez música diferente de qualquer outra anterior.
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1894 - 1920
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Texto extraido
: "www.billboard.com" |
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