
"Se houver sentimento, a musica é boa". Ray Charles

Em 5 de março de 1955 foi declarado morto o saxofonista Charlie Parker. Um dos criadores do bebop, “Bird”, como era conhecido, mudou-se ainda criança com sua família para Kansas City, nos Estados Unidos, reduto do jazz, do blues e da música gospel nos anos 20 e lá teve seu primeiro contato com o saxofone. Aos 15 anos, Parker já tocava em bandas locais e largou a escola em busca de sua carreira na música. Em 1945 tornou-se líder de uma banda. Bird, aos 34 anos de idade, foi vítima de seu vício pela heroína e sofreu um infarto fulminante quando visitava um amigo. Sua música, no entanto, vive até hoje.
Os anos 50 foram de enorme prosperidade para os Estados Unidos. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o país havia saído vencedor e ainda mais poderoso, sua economia finalmente se recuperando por completo da depressão dos anos 30. O padrão de vida melhorava e cada vez mais se consumiam eletrodomésticos e outros utensílios. As famílias de classe média se mudavam para os idílicos subúrbios, onde afastadas do caos das cidades podiam desfrutar da pax americana. Com dinheiro sobrando, os americanos se divertiam nos drive-ins, com o rock'n'roll de Bill Haley e Seus Cometas, Little Richard e Elvis Presley, entre outros.



Os beats tomavam de assalto a cena cultural e literária norte-americana, pregando a retomada de uma tradição visionária e dionisíaca, vivia-se a paranóia da Guerra Fria e a institucionalização do “american way of life”. Kerouac, Ginsberg, Snyder e McClure abriram-se para outras culturas, com a introdução do zen e do budismo e o resgate dos mitos indígenas norte-americanos. Recuperaram a tradição oral da poesia, fazendo-a saltar da página impressa para a fala, em recitais pioneiros que fundiam poesia e jazz (foi exatamente no famoso recital da Six Gallery, em San Francisco, 1955, que o movimento beat teve início).

Não é atoa que os anos 50 são chamados de os "anos dourados". O Rio de Janeiro vivia um raro momento de florescimento artístico, como poucas vezes se viu na história da cultura nacional. O Brasil vivia então um período de crescimento econômico que acabou se refletindo em todas as áreas. Em 1956, Juscelino Kubitschek tomou posse na Presidência da República com o slogan desenvolvimentista "50 anos em 5".

Tom Jobim entao com 29 anos, trabalhava pela primeira vez com seu grande parceiro, Vincícius de Moraes. O nome mais conhecido da música brasileira em todo o mundo é certamente Tom Jobim. De seu acervo, sete composições passaram do recorde de um milhão de execuções em todos os tempos. Garota de Ipanema superou os quatro milhões. Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no dia 25 de janeiro de 1927, no Rio de Janeiro. Sua família morava na Tijuca, mas logo se mudou para Ipanema, cujo mar inspiraria grande parte de sua obra. Aos 13 anos começou a estudar piano, estimulado por tios que promoviam reuniões musicais. Seu professor era o eminente Hans Joachim Koellreuter, que lhe passou noções de harmonia e contraponto clássicos e o fez interessar-se por Debussy, uma influência para toda a vida.

Coltrane nasceu numa pequena cidade da Carolina do Norte, chamada Hamlet. Foi morar na Filadélfia quando era adolescente. Ali ele travou conhecimento com o sax e estudou em dois conservatórios diferentes. Conheceu o rhythm’n blues. Viu Laster Young e Johhny Hodges (o lendário saxofonista de Duke Ellington) tocar. Pouco depois, o vemos como membro da banda do “revolucionário” do bop, Dizzie Gilespie, o maior divulgador do estilo. Só ficaria famoso quando foi guindado à banda de Miles Davis, já nos anos 50, como o sideman do “pai do cool” em momentos inesquecíveis, como a versão daquele quinteto de Miles tocando versões clássicas de clássicos como “Autumn Leaves” e “Stella by Starlight”. Já careta, Davis expulsou o jovem John do quinteto, que havia se viciado em heroína. Ocorre que, naquele momento, a papoula era a musa inspiradora de quase todos os músicos de jazz, de Charlie Parker a Stan Getz. Mesmo desempregado, teve talento suficiente para chamar a atenção de Thelonius Monk, que o convidou para integrar seu conjunto.

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1950s 1951:
WJW Cleveland DJ Alan Freed allegedly coins the term "rock
and roll" during a broadcast of his "Moondog Rock and
Roll Party." A hugely popular figure during the genre's early
years, Freed organized concerts and tirelessly promoted this "new"
music. |
Texto extraido
: "www.billboard.com" |
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